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Publicado / Vient de Paraitre [Vosstanie Éditions ] Era um mundo / João Bernardo

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mercredi 20 mars 2019

Quitter le camping de l’Abîme - Point de vue image de classe (25)

Quitter le camping de l’Abîme
Point de vue image de classe (25)


Assez souvent, il arrive que l’on se demande si un bon petit tract par an ne serait pas suffisant ? Suffisant pourquoi d’ailleurs ? Pourquoi pas tous les dix ans, me dira-t-on aussi ? Probablement parce qu’on a l’impression de se répéter, de tourner en rond, de mâcher les mêmes mots caoutchouteux qui ont perdu à la fois leur capacité à critiquer le quotidien, à faire référence à une aspiration particulière ou simplement parce qu’ils ont été retournés par le réel.

On s’explique, on rationalise, on se motive (à retrouver du sens aux mots) on s’emballe, on s'adrénaline avec ce qui nous tombe sous la main, un marteau, un clavier, un stylo, on expulse.

Il y a aussi le temps que l’on a plus envie de perdre à ne pas se faire comprendre, à justifier sa généalogie et ses perspectives. On préfère alors travailler son monologue intérieur et cultiver ses doutes ou ses dégoûts pour éviter qu’ils ne se transforment en désespoir.

Un ami proche me disait que la poésie déborde largement le poème. C’est peut-être la seule chose à pratiquer dans ce monde moche pour nous permettre de briser les piquets (pas de grèves!) et les sardines qui nous rivent au camping de l’abîme. 
J’ai banni les A bas, les Vive, et les TOUT le pouvoir... pour Mon tract. Il y a bien longtemps que j’évite les convocations pour les autres comme pour moi-même. J’ai toujours détesté les carnets de correspondance, les mythes et l’expiation.


Quand est brisée la croûte du conformisme quotidien / Louis Mercier-Vega

Quand est brisée 
la croûte du conformisme quotidien*


Dans le permanent effort de découverte des problèmes sociaux, dans le constant bouillonnement d’idées cernant les événements et cherchant à les pénétrer, il est possible de retrouver des constantes libertaires, des fils parfois ténus mais rarement rompus, même quand les appellations changent, même quand leur permanence se trouve masquée par l’infinie variété des jeux de tendances, par la vivacité des querelles, par les rivalités internes. Dans le creuset libertaire, les résidus des décompositions marxistes rejoignent les rebelles individualistes et les sous-produits des décantations rapides des multiples écoles révolutionnaires. Leur commun dénominateur est la recherche d’une démocratie directe, leur méfiance envers les appareils en place, y compris ceux qui se disent ouvriers ou se proclament révolutionnaires. De Socialisme ou Barbarie, de la tradition des « communistes de conseil », de la persistance anarcho-syndicaliste, l’alimentation en petites publications, en dévouements, assure une continuité sans faille alors que groupes et groupuscules proches se mènent une guerre d’influence ou affectent de se mépriser.

L’erreur serait de voir en ces militants des créateurs de mouvements populaires quand ils sont des mainteneurs de conceptions, convaincus que les vérités dont ils sont détenteurs et qu’ils entretiennent en chambre éclateront tôt ou tard dans les faits, dans les usines et dans la rue, et point désespérés quand, après une évidente manifestation de l’événement tel qu’ils l’annonçaient, reviennent les époques où apparemment rien ne se passe et où la lucidité ne peut plus espérer mordre sur les phénomènes sociaux.

Les rapports entre militants, groupes de propagande, organisations anarchistes d’une part - en classant sous ces étiquettes tout ce qui est effectivement de caractère antiautoritaire - et l’éclosion de mouvements révolutionnaires d’esprit libertaire d’autre part, ne sont pas aussi faciles à établir que le croient les partisans du simplisme de cause à effet. Entre la propagande et l’explosion sociale on ne rencontre pas seulement des problèmes de dimension - modestie des moyens d’agitation en regard de l’énormité sociétaire - et des conjonctures complexes - où entrent d’innombrables facteurs économiques, de pouvoir, de tradition, de structures organisationnelles - mais aussi des images, des tabous et des espoirs dont le subconscient est encombré et qui font surface quand est brisée la croûte du conformisme quotidien ou que les circonstances autorisent l’action.


* Titre Vosstanie

Extrait de L'increvable anarchisme de Louis Mercier-Vega, Union générale d'éditions, 10-18 n°474, 1970, réédité aux Éditions Analis en 1988.

mardi 19 mars 2019

Publicado / Vient de Paraitre [Vosstanie Éditions ] Era um mundo / João Bernardo

Publicado

Era um mundo
Libertar-se do mundo morto

 João Bernardo 


 Um livro em português

Publicaçõe papel (Tiragem limitada) e pdf (livre)
Vosstanie Éditions Março 2019
Prefácio
Bibliografia, índices de nomes e assuntos
 brochado 253 págs - 16


ENCOMENDA
 O livro pode ser adquirido através do e-mail
(Pour commander le livre nous contacter)
 
"O mundo que morreu não se limitou a morrer. Morreu de uma dada forma e foi substituído por dados problemas, e tanto uma como os outros constituem o terreno sobre o qual, queiramos ou não, vivemos e somos obrigados a agir." 


João Bernardo nasceu em 1946. Em 1965 foi expulso de todas as universidades portuguesas por motivos políticos durante um período de oito anos. Como militante foi preso três vezes pelo regime fascista em 1965-1966. Clandestino em Portugal, exilou-se em Paris de 1968 até 1974. Fez parte do colectivo que criou e manteve o jornal Combate, publicado de 1974 a 1978. De 1984 a 2009 foi convidado a leccionar em várias universidades brasileiras em cursos de pós-graduação.



Em francês

Entretiens avec João Bernardo
Labyrinthes du fascisme
Émission La Lutte des Classes au Portugal




jeudi 14 mars 2019

[Vosstanie Éditions - Mai/Maio 2019] Da revolução burguesa à revolução proletária / Otto Rühle



Da revolução burguesa 
à revolução proletária
Otto Rühle

-

Título original

Von der bürgerlichen zur proletarischen Revolution

Tradução realizada sobre a versão inglesa From The Bourgeois To The Proletarian Revolution, Socialist Reproduction, London, 1974.

Vosstanie Editions / Arqoperaria Maio 2019.

Publicaçõe papel (Tiragem limitada)

brochado 160 págs - 10€


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OTTO RÜHLE (1874-1943)


Professor e educador de profissão, toda a vida interessado pela educação e pela psicanálise, Rühle tornou-se, em 1911, deputado do SPD na Dieta da Saxónia, depois, em 1912, deputado do SPD ao Reichstag, apoiando a ala esquerda do partido.

Em Março de 1915 Rühle foi o segundo deputado, sendo o primeiro Karl Liebknecht, a recusar o voto aos créditos de guerra no Reichstag. Membro fundador da Liga Spartakus durante a guerra, Rühle abandonou este grupo para entrar para o ISD (mais tarde o IKD), tornando-se porta-voz do grupo para a área de Dresden do ISD.

Depois, em 1918, desempenhou um papel dirigente nos acontecimentos revolucionários na Saxónia, que levaram à queda do principado governante da Casa da Saxónia. A sua tendência em breve se desviou dos chamados conselhos operários locais social -democratas. Era porta-voz da maioria de esquerda na conferência da fundação do KPD em Dezembro de 1918 e principal propagandista do conceito de organização unitária durante este período.


A seguir à expulsão da tendência comunista de esquerda do KPD no Congresso de Heidelberg participou na fundação do KAPD, com a condição de que este se dissolvesse rapidamente na AAUD. Delegado do KAPD ao Segundo Congresso da Internacional Comunista, ao qual se recusou a comparecer depois de rejeitar as vinte e uma condições de adesão. Por isto foi expulso do KAPD em Outubro de 1920. Daqui em diante tornou-se leader teórico da tendência da «organização unitária», depois o iniciador da fun dação da AAUD-E em Outubro de 1921.

Deixou a organização revolucionária em 1925 e voltou-se uma vez mais para a actividade literária e cultural. Em 1933, com a sua esposa e colaboradora Alice Gurstel-Rühle, emigrou para Praga, e em 1936 para o México, onde exerceu, durante algum tempo, as funções de consultor para a educação de um governo «socialista». Empenhado neste período num diálogo político com Trotsky sobre as divergências políticas fundamentais entre eles, continuaram em desacordo, mas Rühle tomou parte no Comité formado nos USA por John Dewey, para examinar as acusações de Estaline contra Trotsky, defendendo a reputação deste.

Rejeitou a frente anti-fascista e, consequentemente, tomou uma posição derrotista internacionalista ao eclodir a Segunda Guerra Mundial. Contribuiu ocasionalmente ao longo dos anos trinta para o jornal International Council Correspondence (mais tarde Living Marxism), cujos outros colaboradores incluiam Anton Pannekoek e outros membros do Grupo Holandês Comunista Conselhista, e Karl Korsch, Paul Mattick e outros sobreviventes da corrente de esquerda comunista na Alemanha.

Começou a pintar aos 65 anos e conseguiu uma boa reputação neste campo com o nome de Carlos Timonero. Morreu no México em 1943.