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Enc ce moment : Émission EC=3 - Du Situationnisme, ne reste-t-il que des marchandises radicales ?

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mardi 23 avril 2019

[En Teléchargement ] Émission de Radio Vosstanie : EC=3 Du 21 avril 2019

Émission EC=3

Exercice de critique à partir de l'actualité (3)


du 21 avril 2019 à 14h en direct
Avec Zones subversives, Garap, Vosstanie !

avec notre rubrique propsac bien sûr....

Thème de la seconde partie de l'émission:

Du Situationnisme, ne reste-t-il que des marchandises radicales ?

EN TÉLÉCHARGEMENT



lundi 8 avril 2019

Paterson - Courtes réflexions après un film - Point de vue image de classe (26)


Paterson [1]
Courtes réflexions après un film

Point de vue image de classe (26)

Le fichier .avi que j'avais synchronisé grâce à de multiples et pénibles recherches de fichiers .srt FR 720p s'arrête net. Une masse de questions en suspens déboulent alors chaotiquement dans ce cerveau trop souvent sollicité par le rythme de la vacuité et de la Monoforme [2] au point par moment que je puisse oublier qu’il peut s’y interconnecter des neurones.

On peut trouver bien des critiques à faire à ce film [3], mais comme le rappel Bruce Bégout “Toute théorie du monde de la vie ne peut, en ce sens, être autre chose qu'une théorie de l'équivocité de l'expérience quotidienne”[4]

Je suis donc tenté de suivre cette piste dans ce qu’interroge Jim Jarmusch d’une manière impressionniste et sans poing levé.

Plus généralement, je me demande alors quelle place il peut bien rester entre des membres austères et ankylosés et une critique de la vie quotidienne qui a été absorbée par les différents vade-mecum sur la vie bonne et harmonieuse, celle des petits riens censés nous contenter, nous réconcilier avec un monde séparé et cadencé par la reproduction de sa force de travail.

Si “la familiarité [a] toujours le dernier mot”[5], c’est peut-être que nous ne lui accordons pas l’importance qu’elle doit avoir, occupés que nous sommes à tenter de la mettre de côté de manière insolente.

Qui n’a pas été un jour interloqué par exemple du cloisonnement des vies des “militants”, qui n’écoutent que de la musique chiante-engagée, ne lisent que des traités d’économie névrotique ou ne savent disserter et percevoir le monde qu’au travers de leurs obsessions parcellaires ?
N’est-il plus possible de se réunir pour discuter de quelques mots griffonnés comme ça pour rien pour boire pour rire et s’enlacer ?

Que sommes-nous capables de créer ? De partager sans retour.

Je hais ceux qui bossent pour réussir...

NOTES
[1] https://fr.wikipedia.org/wiki/Paterson_(film)
[2] Voir Peter Watkins sur la Monoforme
[3] Comme le rôle caricatural du personnage féminin.
[4] Bruce Bégout, La Découverte du quotidien éditions Allia 2005 p. 47.(Disponible en poche chez Fayard collection Pluriel)
[5] ibid.

dimanche 7 avril 2019

A partir du 7 avril 2019 à 14h deux semaines de sons version [ES]

A partir du 7 avril 2019 à 14h deux semaines de sons version [ES] en diffusion sur Radio Vosstanie !


 Grèves, luttes, autonomie ouvrière en Espagne.  

Une sélection d'émissions:

Pepitas de Calabaza - Josep Rebull - Vitoria 1976 - Lucha autónoma en el Puerto de Barcelona (1976-1986) - Mary Low y Zeki en el recuerdo - El movimiento obrero en Asturias durante el Franquismo - De la miseria en el medio situacionista - Munis - Los grupos autónomos armados en la Transacción - La huelga de la construcción asturiana (1977) - Etcétera

 ANÁBASIS – Ανάβασις

Historia, memoria, conflicto. Lunes a las 18:00 en Radio QK, 107.3 FM |

 www.radioqk.org, la radio libre de Uviéu.


 
¡Proletarios de todos los países, uníos! 





mardi 26 mars 2019

Era um mundo - Prefácio / João Bernardo

Era um mundo

(Prefácio)
João Bernardo
É comum os autores aproveitarem os prefácios para corrigir os erros, ou o que lhes parece serem erros, dos textos reeditados. Mais frequente ainda é aproveitarem para explicar que mudaram de ideias quanto a isto e aquilo. Não vou fazer nada disso, mas previno o leitor de outra coisa, muitíssimo mais importante:

Com excepção do ensaio apresentado em anexo, Gestores, Estado e Capitalismo de Estado, as páginas deste livro referem-se a um mundo que já não existe.

Era um mundo onde o toyotismo começava a dispersar fisicamente a força de trabalho que antes o fordismo concentrara nas mesmas instalações, fossem industriais ou de serviços, mas sem que essa dispersão tivesse ainda alterado substancialmente o quadro em que os trabalhadores estabeleciam relações de solidariedade. A uberização foi o decisivo passo em frente no processo iniciado pelo toyotismo. E num sistema em que os trabalhadores se relacionam apenas, ou quase, mediante uma rede computorizada cujo centro é ocupado exclusivamente pela administração da empresa, como será possível fundar um novo campo de relações solidárias que não seja meramente virtual?

Era um mundo onde a concentração no processo de trabalho oferecia uma base sólida para se lutar pela ultrapassagem da miríade de divisões sexuais, de tons de pele, de culturas. Onde a internacionalização do capital e depois a sua transnacionalização convertiam o internacionalismo, de aspiração futura, em verosímil projecto imediato. Um mundo onde a incipiente dispersão física da força de trabalho não diluíra ainda a noção de que ser trabalhador é o facto decisivo e que neste facto se funda a possível consciência de que existe uma classe, consolidada por elos de solidariedade. Mas os identitarismos e, mais grave ainda, a tendência à proliferação crescente de identitarismos tornaram-se a ideologia adequada à uberização da força de trabalho e reforçam a sua dispersão física. E se não sabemos como fundar neste sistema de trabalho um novo campo de relações solidárias, como saberemos proceder a uma crítica eficaz, porque prática, dos identitarismos?

Era um mundo em que predominava a consciência da clivagem entre os que trabalham e os que aproveitam o trabalho dos outros, entre os que não têm possibilidade de gerir o seu próprio tempo de trabalho e os que gerem o tempo de trabalho alheio. Mas a hegemonia adquirida pelos identitarismos, ao dissolver a noção de classe trabalhadora, serviu de fundamento à multiplicação de mecanismos capitalistas no interior de cada identidade. Como poderemos lutar contra um identitarismo que é supraclassista não só no verniz da ideologia mas, mais drasticamente, nos alicerces económicos, reforçando assim o capitalismo?

Era um mundo onde a concentração física da força de trabalho, que lhe impunha a necessidade de ultrapassar as divisões de sexo, de cor ou de cultura, constituía a base para reivindicar o fim das censuras e o direito de expressão. Um mundo onde não só os poucos profissionais das artes mas ainda os muitíssimos mais que se esforçavam por inventar uma certa arte de viver rompiam com os puritanismos e transformavam o escândalo num estilo. Mas a multiplicidade de identitarismos veio erguer novas censuras e novos impedimentos, cada um os seus. E como poderemos ludibriar esta teia de obstáculos para reatar um pensamento crítico?

Era um mundo onde as aspirações anticapitalistas ou tomavam como modelo o comunismo soviético ou o comunismo chinês ou, repudiando qualquer deles, procuravam inspiração nas relações de solidariedade práticas instauradas aqui e ali, um pouco por todo o lado, em processos de ocupação e autogestão dos locais de trabalho. Um mundo onde o anticapitalismo, como quer que fosse entendido, se referia à base da sociedade. Como poderemos reconstruir agora o anticapitalismo com trabalhadores dispersos pela uberização, fragmentados pelos identitarismos, mobilizados pelos novos mecanismos capitalistas que sustentam a base de cada identidade, enleados pelas novas censuras do politicamente correcto?

Na história, como em muitas outras coisas, o que morre não ressuscita. As páginas deste livro referem-se a um mundo morto e enterrado. Quando as escrevi, procurei escrevê-las como uma análise da história. Hoje, ao passar os olhos por elas, entendo-as como parte da própria história, que necessitam de uma análise. Mas qual?

O mundo que morreu não se limitou a morrer. Morreu de uma dada forma e foi substituído por dados problemas, e tanto uma como os outros constituem o terreno sobre o qual, queiramos ou não, vivemos e somos obrigados a agir. Uma certeza devemos ter, e é a única — que é nocivo tomar como modelo o que está morto, que é inútil reconstruir o que foi enterrado. Mas esta certeza não nos adianta muito, porque para a prática nova nós dispomos apenas das palavras antigas. A revolução francesa fez-se com o vocabulário político greco-romano, a revolução russa de Outubro com o vocabulário da revolução francesa e aquele vasto movimento a que usualmente se chama Maio de 68 usou o vocabulário da revolução russa. Este retardamento da história que se conhece relativamente à história que se faz é a nossa condenação. Será que alguma coisa se pode salvar?

Se alguma coisa se salva, talvez seja aquela que para mim é a mais importante, a noção de que a forma é o verdadeiro conteúdo. Esta é uma noção de origem estética, esboçada pelos dandies do século XIX e aplicada sistematicamente no século XX pelos neoplasticistas e pelos seus continuadores, e que preside a todas as minhas análises dos movimentos sociais. É a forma das relações que determina as suas potencialidades e as linhas de desenvolvimento possíveis. É a forma das relações estabelecidas numa dada luta que determina a sua capacidade para romper, ou não, com os sistemas de organização capitalistas, para fundar um relacionamento igualitário ou para reproduzir novas burocracias, para passar além ou para envernizar com outros tons o presente.

É nestes termos que, procurando libertar-me do mundo morto, tento perceber os contornos do mundo em que agora vivo.

Novembro de 2018


ÍNDICE

p.9 - PREFÁCIO

p.13 - ECONOMIA E POLÍTICA DA CLASSE DOMINANTE (1975)

p.75 - A PROPÓSITO DA TEORIA DO MODO DE PRODUÇÃO COMUNISTA (1977)

p.88 - O DINHEIRO: DA REIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES SOCIAIS ATÉ O FETICHISMO DO DINHEIRO (1983)

p.117 - A AUTONOMIA NAS LUTAS OPERÁRIAS (1986)

p.140 - A PROPÓSITO DA ECONOMIA DOS CONFLITOS SOCIAIS (1992)

p.146 - AUTONOMIA DOS TRABALHADORES, ESTADO E MERCADO MUNDIAL (1994)
p.156 - PRÁTICA, IDEOLOGIA E AUTONOMIA OPERÁRIA / ENTREVISTA COM A REVISTA RUPTURA (2009-2011)

p.174 - EPÍLOGO E PREFÁCIO (2009)

[ANEXO]

p.200 - GESTORES, ESTADO E CAPITALISMO DE ESTADO (1985)

p.242 - BIBLIOGRAFIA DO AUTOR

p.245 - ÍNDICE DE NOMES E ASSUNTOS 




Publicaçõe papel (Tiragem limitada) pdf (livre)
Vosstanie Éditions Março 2019
Prefácio
Bibliografia, índices de nomes e assuntos brochado 253 págs - 16€



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mercredi 20 mars 2019

Quitter le camping de l’Abîme - Point de vue image de classe (25)

Quitter le camping de l’Abîme
Point de vue image de classe (25)


Assez souvent, il arrive que l’on se demande si un bon petit tract par an ne serait pas suffisant ? Suffisant pourquoi d’ailleurs ? Pourquoi pas tous les dix ans, me dira-t-on aussi ? Probablement parce qu’on a l’impression de se répéter, de tourner en rond, de mâcher les mêmes mots caoutchouteux qui ont perdu à la fois leur capacité à critiquer le quotidien, à faire référence à une aspiration particulière ou simplement parce qu’ils ont été retournés par le réel.

On s’explique, on rationalise, on se motive (à retrouver du sens aux mots) on s’emballe, on s'adrénaline avec ce qui nous tombe sous la main, un marteau, un clavier, un stylo, on expulse.

Il y a aussi le temps que l’on a plus envie de perdre à ne pas se faire comprendre, à justifier sa généalogie et ses perspectives. On préfère alors travailler son monologue intérieur et cultiver ses doutes ou ses dégoûts pour éviter qu’ils ne se transforment en désespoir.

Un ami proche me disait que la poésie déborde largement le poème. C’est peut-être la seule chose à pratiquer dans ce monde moche pour nous permettre de briser les piquets (pas de grèves!) et les sardines qui nous rivent au camping de l’abîme. 
J’ai banni les A bas, les Vive, et les TOUT le pouvoir... pour Mon tract. Il y a bien longtemps que j’évite les convocations pour les autres comme pour moi-même. J’ai toujours détesté les carnets de correspondance, les mythes et l’expiation.